| função: | Equipamento cultural |
| nome: | Teatro Estúdio Mário Viegas - T.M. São Luiz |
| local: | Lisboa - Largo do Picadeiro ( ao Chiado ) |
| cliente: | Câmara Municipal de Lisboa - Cultura |
| area: | 1000m2 |
| ano: | 1999-2003 |
| estado actual: | construído |
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obs: |
Ampliação e remodelação do teatro. Criação de uma cafetaria, um Jardim de Inverno e um conjunto de espaços técnicos e de apoio aos dois teatros do S. Luiz. |
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Teatro S. Luiz |
Teatro Estudio Mário Viegas - S. Luiz artigo de João Afonso e José Romano
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A remodelação e ampliação do “Teatro Estúdio Mário Viegas” visou requalificar o espaço urbano em que se insere, adaptar física e funcionalmente o Teatro Estúdio, a cafetaria e o Jardim de Inverno ao renovado Teatro S. Luiz, melhorar as condições para a representação cénica e aumentar o conforto, a segurança e a qualidade espacial para artistas, técnicos e público.
Pretendeu-se estabelecer uma ligação semi-pública entre o Largo do Picadeiro e a Rua António Maria Cardoso através do edifício, fomentado a sua participação numa área com vocação e tradição cultural da cidade - Chiado, na vizinhança do Teatro Nacional de S. Carlos, Trindade, do Bairro Alto,...
Este projecto inseriu-se numa lógica mais vasta de revitalização e requalificação da área urbana envolvente dirigida pela Câmara Múnicipal de Lisboa, nomeadamente através da construção ou restauro de edifícios chave, mas também do redesenho de espaços públicos, áreas pedonais, ordenamento de tráfego automóvel, espaços verdes, etc..
Esta não é mais uma sala de teatro convencional, com cena contraposta - à Italiana, mas antes, uma sala polivalente, experimental, dotada de meios e mecanismos que permitem diferentes configurações e usos, admitindo e incentivando, a exploração de novas linguagens e códigos estéticos.
O espaço do Teatro Estúdio Mário Viegas, insere-se no edificado do Teatro Municipal de S.Luiz. Entre eles criou-se uma rua semi-pública atravessando-o interiormente. Trata-se de estabelecer uma relação mais intimista entre os espaços culturais e a malha urbana, permitindo que o transeunte apreenda os movimentos e os sons do quotidiano dos teatros, constituindo-se ele próprio personagem desse universo, já que se passeia ao longo desse palco urbano. Interiormente definem-se duas fachadas que confinam com a rua semi-pública. A fachada interior do teatro S. Luiz, é definida pela grande parede já existente, forrada a lioz amaciado. No outro lado ergue-se uma nova fachada, contemporânea, metálica e iluminada, abrindo vãos para a rua, permitindo ver e ser visto. Entre estas duas entidades, existe, ao nivel da cafetaria, uma passadeira metálica, leve, suspensa, que permitirá ligar o Foyer da plateia do S.Luiz à cafetaria que o serve. Formalmente tratar-se-ão de dois edifícios até à cota do pavimento do Jardim de Inverno, cujo piso será uno, unificando os edificios e fechando superiormente a rua.
A análise formal deste conjunto arquitectónico permite identificar alguns elementos de valor que se constituem como património a preservar e/ou requalificar:
Embasamento de Pedra do lado do Largo do picadeiro, que unifica o conjunto e sublinha o declive da rua.
As escadas metálicas exteriores da fachada do largo do Picadeiro, que conferem dinamismo e interesse volumétrico a uma fachada pobre.
Os panos horizontais de alvenaria pintada, deporados, que servem de suporte às escadas, rasgados por vãos verticais. Tratam-se de paredes de alvenaria de pedra, auto-portantes, com grandes superfícies opacas, conferindo grande inércia termica e acústica ao conjunto.
edifício das circulações verticais, fronteiro à rua António Maria Cardoso, cuja fachada integra a fachada principal do S. Luiz, embora como volume se individualize, estando mesmo para lá da parede corta-fogo que separa o S.Luiz do Jardim de Inverno. Trata-se de um corpo autónomo que serve o Teatro S.Luiz, nomeadamente, permitindo o acesso ás régies de projecção de cinema. Dadas as circunstâncias, é nosso entendimento, que deverá ser apenas objecto de restauro, integrando-se no conjunto em processo actual de restauro.
Trata-se de um percurso coberto, definido por uma escada que vence o desnível entre o Largo do Picadeiro e a Rua António Maria Cardoso, limitado lateralmente por uma parede de grande massa composta por alvenaria de pedra argamassada, em que se rasgaram vãos secos e verticais, criando gordos enchalços – a parede existente, e uma outra, a edificar, que reproduz a lógica da arquitectura do ferro da fachada de vidro que faz o entabelamento do Jardim de Inverno, constituindo-se por uma relação formal entre prumos de aço esbeltos preenchidos por paineis justaposto de aço inox.
Sala de Teatro Estúdio Mário Viegas
Criou-se uma sala vocacionada para o teatro, admitindo porém como possível a realização de pequenos eventos de dança, concertos/espectáculos com características electroacústica, congressos, conferências e colóquios.
Conceptualmente é um paralelipipedo infraestruturado para permitir a realização de diversas configurações e géneros de espetáculos de artes de palco, com uma vocação marcamente experimentalista. Em limite toda a sala é potencialmente uma pequena caixa de palco. Será possivel em qualquer ponto fazer luz, som, montar e/ou movimentar cenários, bambilinas, pernas etc..
Espaço polivalente, de vocação cultural. Reporta-se ao ambiente de luz e espaço que caracterizava o conceito do original Jardim de Inverno, constituindo-se como espaço de encontro e de referência na cidade. Trata-se de um amplo compartimento infra-estruturado para receber eventos culturais informais ou apenas servir de área complementar aos foyers do S.Luiz, pelo que a sua articulação com os Foyers e circulações é expedita e arquitectónicamente qualificada.
Como equipamento Cultural activo e irreverente, servindo a sua vocação de Teatro Experimental, o Teatro S. Luiz deve ter espaços informais e polivalentes para o convívio de expressões cénicas, tertúlias, passagens de modelos, exposições, vernisages, pequenos recitais e concertos etc..
Este espaço deve ainda servir de escape iluminado e amplo do Foyer principal da Sala do Teatro S.Luiz.
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